O ConcursosGov é um novo produto da Caixa Mágica Software. Faz uma coisa: transforma o fluxo diário de anúncios do Portal BASE numa lista curta sobre a qual a sua equipa decide em minutos, com as peças do procedimento já lidas pela IA.
Todos os concursos públicos portugueses são publicados. Todos os anúncios estão no Portal BASE, de leitura gratuita, atualizados todos os dias. Mesmo assim, as empresas perdem contratos que lhes serviam na perfeição, porque ninguém teve tempo de ir ver. Essa falha é toda a razão de ser do produto.
Já está disponível, com um período experimental de 14 dias que não pede dados de pagamento. A seguir explicamos o que faz, para quem é e quanto custa.
O que o Portal BASE lhe dá e o que não dá
O Portal BASE é o ponto oficial de publicação da contratação pública portuguesa, gerido pelo IMPIC. Todas as entidades adjudicantes do país publicam lá. Qualquer pessoa o pode consultar sem conta, subscrição ou pagamento. Enquanto infraestrutura pública, funciona.
O que não é: uma ferramenta para fornecedores. Publica os anúncios pela ordem em que chegam, de todos os setores ao mesmo tempo. Uma empresa de software que percorra uma semana normal vê pavimentação de estradas, refeições escolares, consumíveis médicos, contratos de limpeza e iluminação pública. Os dois ou três procedimentos que realmente lhe interessam estão algures no meio. O portal não tem opinião sobre quais são os seus. Nem tem razão para ter.
É esse o trabalho do ConcursosGov. Acompanha os anúncios publicados diariamente no Portal BASE, filtra-os pelos códigos CPV escolhidos pela empresa e atribui a cada procedimento uma pontuação de 0 a 100. A pontuação baseia-se no tipo de procedimento, na adequação às competências, no preço base, nos critérios de adjudicação e na localização. A IA lê as peças de cada procedimento e extrai prazos, critérios e requisitos como campos estruturados.
Vale a pena ser preciso, porque o produto é fácil de confundir com algo que não é. O ConcursosGov não submete propostas. A submissão acontece nas plataformas eletrónicas licenciadas pelo IMPIC. Não tocamos nesse passo. O produto atua antes, na parte em que as empresas perdem oportunidades sem nunca o saberem.
Seis coisas que faz, nem mais uma
Cada funcionalidade abaixo existe porque elimina uma parte concreta de trabalho manual. Nenhuma existe para preencher uma linha numa tabela comparativa.
A que esperamos que seja subvalorizada é o registo de decisões. A maioria das ferramentas neste espaço vende descoberta, partindo do princípio de que encontrar o concurso é a parte difícil. Na prática, as empresas que concorrem com regularidade perdem mais no processo do que na descoberta: o mesmo procedimento analisado duas vezes, uma decisão que ninguém consegue reconstruir, uma passagem de pasta em que o raciocínio saiu com a pessoa.
Como é a primeira sessão
A configuração é curta. É a única parte que lhe pede alguma coisa. Crie uma conta e escolha os códigos CPV que descrevem o que a sua empresa vende. A primeira lista filtrada aparece no mesmo dia, a partir dos anúncios atualmente abertos no Portal BASE.
O vocabulário CPV tem mais de nove mil códigos, o que parece intimidante e na maior parte dos casos não é. Quase todas as empresas cobrem a sua atividade com meia dúzia. Uma empresa de software costuma estar na divisão 72, por vezes com um ou dois códigos da 48 para software de pacote. Pode acrescentar um da 79 se vender consultoria para além da execução. O trabalho real é decidir a abrangência. Um código amplo traz mais concursos e mais ruído. Um código estreito traz menos e arrisca deixar de fora trabalho adjacente que podia ter ganho.
A maioria das contas ajusta os códigos na primeira semana. É o comportamento previsto, não sinal de um mau começo. Vê o que chega de facto, repara que um código traz três procedimentos por dia que nada têm a ver consigo e retira-o. Ou repara que há contratos adjudicados num código em que não tinha pensado e acrescenta-o. O período experimental dura catorze dias precisamente para que este afinamento aconteça antes de alguém pagar alguma coisa.
Depois disso, o produto funciona sem ser preciso pedir. Os novos anúncios que correspondem aos seus códigos chegam pontuados. As peças do procedimento por trás deles são lidas pela IA. A lista está lá quando alguém a abre. O uso normal do ConcursosGov são alguns minutos por dia, em vez de uma tarde por semana. A passagem de uma coisa para a outra é a maior parte do valor.
Para quem foi feito
O ConcursosGov é para as empresas que concorrem, não para as entidades adjudicantes que publicam no Portal BASE. Dentro disso, encaixa particularmente bem em duas situações. Há uma terceira em que não vai ajudar muito.
Quanto custa
Os planos começam nos 49 € por mês, sem IVA. Distinguem-se pelo número de códigos CPV monitorizados em simultâneo, de 1 a 20, e pelo número de utilizadores, de 3 a 100. Dentro dos seus códigos, não há limite de concursos. A leitura das peças do procedimento por IA está incluída em todos os planos.
O período experimental dura 14 dias e não pede cartão. Quando termina, não há cobrança automática: o acesso fica suspenso até escolher um plano. Os códigos CPV e as decisões já registadas ficam onde estão.
Os preços atuais estão publicados na íntegra na página de preços do ConcursosGov, o que é menos comum neste mercado do que devia ser. Muitas plataformas da categoria pedem-lhe que preencha um formulário e espere por uma chamada antes de dizerem quanto cobram. Se uma empresa tiver de falar connosco para saber o preço, o problema é nosso e não dela.
Porque é que a Caixa Mágica o construiu
Passámos vinte anos a desenvolver software. Uma boa parte desse trabalho envolveu a engrenagem da administração pública portuguesa. Essa experiência ensinou-nos como os anúncios de contratação são redigidos e publicados no Portal BASE. É um conhecimento útil quando se desenha algo que os lê em escala.
Mas o ConcursosGov está do outro lado da mesa. Foi feito para o fornecedor que decide se um contrato vale a pena. As decisões de design decorrem daí. A pontuação está afinada para as perguntas de quem concorre, não de quem compra. A leitura por IA extrai primeiro o que um concorrente precisa: prazos, critérios de adjudicação e requisitos de equipa. O registo de decisões existe porque as equipas comerciais têm de justificar o que não perseguiram. A exportação existe porque as reuniões comerciais precisam de um documento. Nenhuma destas necessidades é de uma entidade adjudicante.
É também um produto e não um projeto. Para nós, isso significa que é lançado, usado e muda com base no que as pessoas fazem realmente com ele. A primeira versão cobre o Portal BASE, o portal nacional português. Não cobre o TED nem outros portais nacionais. Preferimos dizê-lo claramente a deixar que alguém o descubra na segunda semana e cancele.
Perguntas frequentes
Há sete perguntas que surgem em todas as conversas sobre o produto. As respostas estão reunidas aqui.


